O Padre Sáenz y Arriaga
Prefácio de Louis Hubert Remy
É urgente fazer conhecer na França a doutrina de um teólogo de notável clarividência e lucidez, o Reverendo Padre Sáenz y Arriaga. Enquanto o Pe. Guérard des Lauriers ainda estava com Dom Lefebvre¹, sem levantar questões sobre o "Santo Padre", no início dos anos 1970, o Pe. Sáenz já resistia frontalmente, desde os anos 1960, ao que chamava de "a nova igreja montiniana", e não simplesmente "conciliar"! Para o Pe. Sáenz, a questão da legitimidade de Montini surgiu muito cedo, pois ele havia compreendido, muito antes do conciliábulo do "Vaticano II", a tentativa de subversão e, em seguida, de tomada do poder por parte do marrano Pietro Pierleoni, que se fez chamar de "papa Anacleto" no tempo de São Bernardo.
O Padre Sáenz e um grupo de sacerdotes mexicanos publicaram a obra-prima 2000 anos de conspiração contra a Igreja, sob o pseudônimo de Maurice Pinay. Todos os fiéis deveriam ter lido esse livro, tão fundamental para compreender a tomada do poder por J. B. Montini, o Pierleoni do século XX. A simplicidade e a lógica por trás da teologia do Padre Sáenz nos dão, hoje, uma força extraordinária para continuar a resistir a essa usurpação da Sé de Pedro por anticristos, escravos da sinagoga de Satanás. É absolutamente necessário tornar conhecidos os escritos do Padre Sáenz, que, infelizmente, foram publicados apenas em espanhol.
Reproduzo, portanto, abaixo um artigo do Reverendíssimo Padre Zins, publicado na revista Sub Tuum Præsidium, nº 74, de abril de 2003:
Joaquín Sáenz y Arriaga nasceu em Morelia, no México, em 12 de outubro de 1899, sendo o décimo de uma família de treze filhos. Tanto pelo lado paterno quanto pelo materno, sua família contou com dezenas de religiosos e sacerdotes, entre eles vários bispos. Realizou seus estudos primários no Instituto do Sagrado Coração de Jesus, dos Irmãos das Escolas Cristãs.
Ainda adolescente, atraído pelo silêncio, pela contemplação e pelo desejo de oferecer-se inteiramente a Deus, pensou em ingressar na Ordem dos Cartuxos. Seguindo os conselhos de Dom Leopoldo Ruiz y Flores, entrou para a Companhia de Jesus antes mesmo de completar dezessete anos. Enviado à Espanha para prosseguir seus estudos, soube ali da morte de seu irmão sacerdote, Luís, vítima do
tifo em 1917. Foi também da Espanha que acompanhou, à distância, a Cruzada dos Cristeros e o martírio de seu confrade, o Pe. Pro (cf. STP nº 50).
Após concluir os estudos secundários e o escolasticado — que, entre os jesuítas, dura dez anos e compreende o curso de Filosofia e Teologia, um período de magistério e, em seguida, um segundo ciclo de estudos —, foi ordenado sacerdote em 30 de abril de 1930, na igreja de São Filipe, em Guadalajara.
Em razão da profundidade de sua inteligência, seus superiores lhe solicitaram que prosseguisse os estudos superiores durante mais dois anos após sua ordenação. Alcançou, assim, o quarto grau dos títulos em Teologia, recebendo o título de Mestre Laureado, distinção concedida muito raramente, visto que a maioria dos teólogos de elevado nível se detém no terceiro grau, o de Doutor. Isso o levaria, ao longo de toda a sua vida, a dedicar-se à formação de centenas de estudantes, homens e mulheres, seja como professor, seja como reitor de obras, capelão, diretor ou orientador espiritual.
Foi inicialmente nomeado auxiliar de um sacerdote jesuíta mais idoso na Universidade Autônoma Católica de Guadalajara, onde sua memória permanece viva até os dias de hoje, uma vez que aqueles que atualmente são chamados de "sedevacantistas" são ali numerosos. Muito devoto da Santíssima Virgem, propôs a unificação das diversas federações marianas do México mediante a fundação de uma Confederação Nacional das Congregações Marianas do México, a fim de melhorar sua coordenação e ampliar sua benéfica influência.
Esse projeto concretizou-se em 1939, e ele foi escolhido para ser seu primeiro Diretor. Ocupou esse cargo de 1939 a 1947, função na qual suas grandes capacidades puderam produzir o melhor de sua eficácia. Fundou e dirigiu uma revista mensal destinada à comunicação e à formação dessas obras marianas, escreveu livros e folhetos, organizou numerosos Congressos Marianos locais, além de peregrinações, conferências, reuniões e outras atividades, dedicando-se sobretudo aos estudantes, homens e mulheres. Esse foi o período mais feliz de sua vida, humanamente falando, e também o mais fecundo em frutos exteriores.
PAVOROSO PRENÚNCIO DA SUBVERSÃO DAS ESTRUTURAS ECLESIÁSTICAS
Com efeito, um acontecimento, tanto mais perigoso por não ter sido percebido no momento em que ocorreu, começaria a romper, ao menos aparentemente, a trajetória até então ascendente da fecundidade de seu apostolado. A nomeação de outro jesuíta, de orientação e estilo opostos aos seus, como Diretor das obras marianas, não foi obra do acaso. Constituiu apenas uma das numerosas mudanças introduzidas na linha geral de conduta, de apostolado e de ensino da Companhia de Jesus, em consequência da eleição de um novo Superior Geral, o Pe. Janssens (eleito em 15
de setembro de 1946, após quatro anos de vacância, em razão da morte do Pe. Ledóchowski, Superior Geral de 1915 a 1942, e também por causa da Segunda Guerra Mundial).
Ao considerar atentamente essas transformações internas e externas da Companhia de Jesus nessa época, em um sentido fortemente progressista que preparava a revolução do Vaticano II, é-se levado a concluir que esse novo Superior Geral era um infiltrado. A partir de então, os postos-chave passaram a ser confiados aos progressistas, enquanto todos os padres formados segundo a tradição, à maneira antiga, começaram a ser tratados como retrógrados, ou mesmo como pessoas anormais. A maioria deles, como o Pe. Sáenz, começou por obedecer humildemente; depois, muitos passaram a resistir de modo tão discreto quanto enérgico, sobretudo quando lhes foi exigido, antecipando-se até mesmo aos ateus e laicistas mais militantes, que ensinassem aquilo que mais tarde viria a ser tristemente chamado de educação sexual em seus colégios, escolas e universidades. Muitos desses veneráveis sacerdotes foram enviados por seus superiores locais a psiquiatras, obrigados a submeter-se a "exames" e até mesmo a tratamentos, incluindo injeções de insulina e eletrochoques.
Como se tais horrores inimagináveis não bastassem, alguns deles chegaram até mesmo a ser internados em hospitais psiquiátricos! Foi o que aconteceu ao pobre Pe. Sáenz já em 1948. Hospitalizado em consequência de um acidente automobilístico, foi sedado por meio de uma injeção administrada sem seu conhecimento, a pedido de seu superior local, e posteriormente transferido para uma clínica psiquiátrica.
Quão doloroso foi para ele despertar em tais circunstâncias. Só conseguiu ser libertado graças à dedicação de uma de suas irmãs, Guadalupe, à intervenção de um de seus primos, médico psicólogo, e, sobretudo, à do Arcebispo Dom Luis María Martínez, alertado por sua irmã. Posteriormente, foi nomeado auxiliar de um superior e de outros dois confrades adeptos da nova orientação, na Universidade Autônoma de Puebla. Ali assistiu, impotente, à infiltração de estudantes e professores marxistas, favorecida pelos novos jesuítas, até que os comunistas assumiram abertamente a direção da Universidade. Em 1952, durante uma segunda hospitalização, em consequência de outro acidente, temendo que se repetisse o que havia sofrido quatro anos antes, recusou qualquer contato com um psiquiatra, bem como entrar em uma ambulância que deveria levá-lo à Cidade do México. Mais tarde, escreveu a esse respeito:
"Eu revivia o terrível trauma psíquico que havia sofrido quatro anos antes, quando, em circunstâncias idênticas, o Pe. Socio veio com uma ambulância para me transferir do Sanatório Espanhol, depois de ter-me aplicado uma injeção [para me adormecer] e conduzir-me ao asilo do Dr. Falcón, onde sofri os momentos mais duros e angustiantes de minha vida… Ninguém pode compreender o que significa a
indescritível tragédia de um sacerdote, plenamente consciente de seus atos, que é internado em uma clínica psiquiátrica entre pessoas dementes. É o desmoronamento de seu sacerdócio, de seu apostolado, de seu prestígio, de sua família e até mesmo de sua dignidade humana.”
Se nisso se reconhecem métodos à maneira bolchevique, eles são ainda mais estarrecedores quando empregados por eclesiásticos! Entretanto, o Pe. Sáenz ainda teria de suportar, no fim de sua vida, uma provação, em certo sentido, ainda mais dolorosa. Enquanto isso, seus superiores — o local e o provincial —
aproveitaram-se dessa hospitalização e de sua recusa em ser transferido para destituí-lo de todas as suas funções e enviá-lo para uma casa jesuíta isolada, a fim de relegá-lo ainda mais ao esquecimento. Depois de apresentar ao Superior Geral, em Roma, um relatório sobre os graves fatos dos quais fora testemunha na Universidade de Puebla, recebeu uma resposta que o fez compreender a cumplicidade das instâncias superiores. Diante disso, pediu para ser dispensado de seus votos religiosos, como outros jesuítas também acabaram sendo obrigados a fazer.
Eis que se viu, então, rejeitado pelos seus e afastado de sua família religiosa. Felizmente, ainda lhe restava o apoio de sua família natural, bem como de bispos, sacerdotes e fiéis leigos que permaneciam fiéis ao espírito católico e à caridade cristã. Essa fase tão dolorosa de sua peregrinação nesta terra, assim como a experiência das infiltrações e das revoluções internas, acompanhadas da cumplicidade da mais alta autoridade da Companhia de Jesus, seriam decisivas para prepará-lo psicologicamente para combates ainda mais terríveis e para descobrir infiltrações de uma amplitude muito mais temível. Além disso, embora sua nova situação fosse mais incerta e menos estável, ela lhe proporcionaria uma relativa independência, dando-lhe mais tempo para estudar, maior recolhimento em sua solidão para refletir e mais liberdade para falar publicamente.
INTERLÚDIO FECUNDO ANTES DA DEVASTAÇÃO CONCILIAR
Antes de obter sua incardinação na Arquidiocese do México, o Pe. Sáenz colocou-se à disposição dos párocos, como o da paróquia da Divina Providência, na Cidade do México. Viajou por todo o país, dirigindo-se especialmente aos lugares onde sabia ser estimado e apoiado. Instruído por sua dolorosa experiência do mal interno que corroía o instituto de elite que fora obrigado a deixar, e constatando por toda parte a ação ainda subterrânea do progressismo e do comunismo, pregava a autêntica e verdadeira doutrina católica. Proferia conferências, dirigia os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, fazia sermões e auxiliava os párocos na administração dos Sacramentos, dedicando-se sobretudo à formação, ao aconselhamento, à orientação e ao fortalecimento da juventude, especialmente dos estudantes, na prática da virtude.
Ele abriu na Cidade do México uma casa que servia como centro de apoio aos estudantes, ajudando-os em seus estudos, orientando-os na escolha de seu estado de vida ou de sua carreira, celebrando para eles a Santa Missa e incentivando-os a rezar com ele o Santo Rosário. Depois, continuando esse tipo de atividade e suas viagens pelo país, já conhecido por seu zelo, sua reta doutrina e sua piedade, a pedido da Madre Superiora da Congregação das Adoradoras Perpétuas do Santíssimo Sacramento, foi nomeado pelo Arcebispo do México confessor ordinário dessa comunidade. Como a Madre Maria Rosa Guadalupe de la Santa Cruz renovou duas vezes seu pedido ao final de cada triênio, ele exerceu essa função de 1961 a 1970.
Além disso, o Pe. Sáenz estudava continuamente, lia e escrevia muito, mantinha-se informado sobre os acontecimentos, sobretudo os de caráter eclesiástico, e voltou a viajar pela Europa, principalmente ao centro da Cristandade, Roma. Já em 1950, à frente de uma peregrinação estudantil, encontrou-se cinco vezes com o Papa Pio XII, e uma fotografia o mostra ao lado do Sumo Pontífice, cercado por todos os lados pelos estudantes. Em 1958, teve novamente a consolação de ver o Papa várias vezes e, durante uma audiência, foi novamente fotografado, juntamente com sua irmã Guadalupe, ao lado de Pio XII.
Isso constitui uma marca adicional de sua dedicação ao Papado, já claramente manifestada em 1947, em seu livro Donde está Pedro, está la Iglesia ("Onde está Pedro, está a Igreja"). Como ele ressalta em diversas ocasiões em seus dois livros principais de 1971 e 1973, foi precisamente essa fé no caráter de Rocha inabalável do Papado que o levou a compreender que, quando a Fé e os Costumes são abalados, ali não se encontra a Rocha inabalável.
PRIMEIRAS INVESTIGAÇÕES SOBRE AS ORIGENS E CAUSAS DA REVOLUÇÃO CONCILIAR
Após o falecimento de Pio XII, em 9/10/1958, e a pseudoeleição do infiltrado rosacruz Roncalli, que assumiu o nome de um antipapa, João XXIII, tudo se precipitou. Desde o anúncio da abertura de um Concílio, o Pe. Sáenz, consciente do perigo e advertido durante suas viagens pela Europa por alguns bispos e sacerdotes prudentes acerca do projeto revolucionário dos progressistas, retornou a Roma.
Ele se uniria à equipe de teólogos que redigiria a brochura Complot contra a Igreja, assinada pelo pseudônimo coletivo Maurice Pinay, que circularia entre os Padres do Concílio. Ele próprio faria eco dessas denúncias em um folheto intitulado Carta de información a los obispos de España, Portugal y América, no qual relata aquilo que ele mesmo havia aprendido na Europa.
Nele, afirma particularmente que Roncalli teria tido como amigos altos dignitários maçons quando foi Núncio em Paris, e que teria fornecido falsas certidões de Batismo a judeus durante a guerra, quando foi Núncio na Turquia e na Bulgária. Ele ainda não
conhecia, porém, um fato que considerava mais grave: a iniciação maçônica de Roncalli e sua participação em trabalhos de lojas maçônicas em Paris e na Turquia. Entretanto, com esse folheto, que foi seu primeiro escrito sobre a crise, ele já estaria no caminho correto para compreender a natureza do mistério de iniquidade que começava a triunfar no Lugar Santo.
Após a morte de Roncalli, em 3/6/1963, e a pseudoeleição do infiltrado Montini, o Pe. Sáenz, alertado por seus informantes europeus, encontrou-se em Paris com Dom Roche, um dos secretários do Cardeal Tisserant, que havia sido encarregado em seu tempo por Pio XII de vigiar Dom Montini, devido às suas relações com pessoas de procedências duvidosas.
Essa investigação e essas pesquisas forneceriam elementos que ele utilizaria posteriormente na composição de La Nueva Iglesia Montiniana.
Em 1964, tendo tomado conhecimento do projeto de uma declaração destinada a absolver os judeus da responsabilidade pelo deicídio, o Pe. Sáenz y Arriaga redigiu uma firme brochura, cujo título era El Antisemitismo y el Concilio Ecuménico ("O Antissemitismo e o Concílio Ecumênico") e cujo subtítulo era ¿Qué es el progresismo? ("O que é o progressismo?"), para demonstrar que isso era impossível à luz da Revelação. Entretanto, dois anos mais tarde, quando o texto modificado e repleto de ambiguidades foi incorporado a uma "constituição conciliar", o Pe. Sáenz se opôs a uma edição de 25/01/1966 da revista protestante americana Look, que proclamava, em grande tiragem, como os judeus haviam mudado o pensamento católico sobre essa questão. Publicando esse texto de Joseph Roddy na primeira parte de sua brochura intitulada Con Cristo o contra Cristo ("Com Cristo ou contra Cristo"), e comentando-o na segunda parte, o Pe. Sáenz escreveu em sua introdução:
“Ao redigir este comentário, temos em vista somente o serviço de Deus. Parece-nos irritante que nossos inimigos ataquem a indefectibilidade da Igreja e se empenhem em fazer o mundo pensar que estes, com seu dinheiro e suas intrigas, tenham podido mudar a doutrina católica. Eu creio na Igreja dos Papas e dos Concílios, não na Igreja de um Papa ou de um Concílio. É absurdo procurar separar os ensinamentos dogmáticos, disciplinares ou pastorais do Concílio Vaticano II do contexto vinte vezes secular da doutrina apostólica, da doutrina dos Santos Padres e Doutores da Igreja, da doutrina dos Papas e dos Concílios anteriores, da doutrina secular de toda a teologia católica…”
Doutrina que nosso Mestre Laureado em Teologia recorda na segunda parte de sua brochura. Esse texto da revista protestante, essa introdução do Pe. Sáenz, o contexto e o momento de sua redação, em julho de 1966, sete meses após o fim do conciliábulo, são singularmente característicos e merecem que nos detenhamos um pouco sobre eles.
Constatamos acima as suspeitas do Pe. Sáenz tanto em relação a Roncalli quanto a Montini. Estas colocaram seu espírito em alerta e sua atenção em estado de
vigilância. Contudo, ainda se tratava apenas de suspeitas, e de suspeitas imprecisas, não suficientes nem determinantes.
Dois anos antes, informado de um projeto de texto que iria contra a Revelação, ele havia redigido uma brochura recordando com grande firmeza a doutrina católica sobre o assunto. Sentindo resistências de todos os lados, os progressistas acabaram por apresentar um texto repleto de ambiguidades, mas sem contradizer abertamente a Revelação.
Protestantes, bem informados sobre as manobras dos talmudistas da B'nai B'rith (uma organização maçônica superior reservada aos judeus) e sobre seus encontros com o Cardeal Bea, de origem judaica, assim como sobre os encontros do judeu Jules Isaac com Montini–Paulo VI a respeito desse tema, interpretaram as ambiguidades do texto em um sentido contrário à Revelação e ao ensinamento da Igreja Católica.
Como reage o ardente católico que é o Pe. Sáenz? Mais bem informado do que a totalidade dos católicos, pegos de surpresa, e mais perspicaz do que todos, como demonstrarão seus próximos escritos, ele não é, contudo, nem vidente nem profeta.
É claro que os agentes da subversão da assembleia da Contra-Igreja Satânica, reunidos nas lojas maçônicas, sejam eles talmudistas, protestantes ou progressistas, sabem mais do que ele sobre a manobra que realizaram. Portanto, não é de se admirar que, uma vez realizada com sucesso essa operação, eles se empenhem em desestabilizar os católicos e em fazer penetrar em seus espíritos ainda inalterados a doutrina inovadora dos textos publicados.
O Pe. Sáenz não deixa de perceber as ambiguidades, mas conhece bem o ensinamento católico não apenas sobre os judeus tornados pérfidos, mas também, especialmente, sobre a indefectibilidade da Igreja. Essa indefectibilidade, sobretudo no que diz respeito à Fé, compreende, entre outras coisas, a propriedade da infalibilidade em matéria de Revelação, Fé e Moral das Constituições de um Concílio Ecumênico aprovadas por um Papa legítimo.
Diante do ataque frontal dos inimigos da Igreja contra a doutrina católica, seu primeiro objetivo é defendê-la publicamente. Assim, começa declarando que seria absurdo querer opor o ensinamento de um Concílio autêntico ao dos Concílios anteriores, sendo todos eles, por si mesmos, infalíveis; e que, se surgir alguma dúvida quanto à interpretação de uma passagem, não se poderia sustentar um sentido contrário ao ensinamento secular.
Isso demonstra que, nesse momento preciso, apesar de suspeitas, dúvidas e hesitações, de um sentimento de desconforto diante das aparentes imprecisões e das ambiguidades latentes em tal ensinamento, o Pe. Sáenz lhe concede, a priori, o benefício da dúvida e uma interpretação em sentido católico. Ele defende, como digno
filho de Santo Inácio, a indefectibilidade da Igreja na Fé e a infalibilidade, em si mesma, do ensinamento de um Concílio Ecumênico autêntico.
Como explicará cinco anos mais tarde, foi precisamente essa mesma fé na indefectibilidade da Igreja que o conduziria a concluir, com uma força de alma heroica e uma confiança absoluta na Verdade revelada, que aquele que tivesse falhado e feito outros falharem não poderia ser, apesar das aparências contrárias, a Rocha inabalável sobre a qual está edificada e firmemente estabelecida a Santa Igreja.
Mas essa conclusão, embora já estivesse próxima de se formar em seu espírito, ainda não lhe vinha à mente, tamanha era a dificuldade psicológica que ela apresentava, a priori, para qualquer católico que tivesse fé na indefectibilidade da Igreja.
TENSÃO E PSEUDO-SUSPENSÃO
A recordação da doutrina católica sobre os judeus que se tornaram pérfidos ao se afastarem do Messias que lhes fora enviado em primeiro lugar, rendeu ao Pe. Sáenz uma admoestação do futuro Cardeal Miranda (nomeado por Montini em 1969), então Arcebispo do México, apesar da autorização de publicação concedida por Dom Juan Navarrete, Arcebispo de Hermosillo, na diocese do qual a obra foi publicada.
A tensão com o Arcebispo Miranda aumentou, felizmente logo após a renovação de seu terceiro triênio como confessor das Adoradoras do Santíssimo Sacramento, solicitado pela Reverendíssima Madre Superiora, após a publicação, no outono de 1967, de uma nova obra do Pe. Sáenz: Cuernavaca y el progresismo religioso en México.
Convocado duas vezes ao bispado, o Pe. Sáenz absteve-se de comparecer e deixou que a tempestade passasse, embora soubesse que a espada de Dâmocles permanecia suspensa sobre sua cabeça. Esse perigo, contudo, não o impediu de continuar proclamando a verdade.
Em 1971, foi publicado o livro herético e subversivo do Pe. José Porfirio, intitulado Marx y la Biblia, crítica a la filosofía de la opresión, estabelecendo falsas relações e correspondências entre o comunismo e o Evangelho. Ele recebeu não apenas o imprimi potest do Provincial jesuíta, mas também o imprimatur do Cardeal Miranda.
Este último havia lavado as mãos à maneira de Pilatos, precisando por escrito que sua aprovação não significava necessariamente que as afirmações do autor fossem as suas próprias, mas apenas demonstrava que ele permitia em sua diocese a legítima liberdade de expressão e considerava que tal publicação não contradizia o dogma católico nem se opunha de modo algum à fé católica.
Amparado por essa permissão de legítima liberdade de expressão, o Pe. Sáenz respondeu ao seu antigo confrade com um novo livro intitulado Apostata, assinado em Roma em junho de 1971 e concluído na impressão na Cidade do México em 16 de julho. Isso lhe atraiu ainda mais a hostilidade de seu Arcebispo, que, nessa ocasião, contudo, não ousou tomar nenhuma medida contra ele.
Mas, dois meses depois, em setembro de 1971, foi publicada nos Estados Unidos (onde o Pe. Sáenz havia realizado várias estadias durante seus estudos superiores) a primeira edição, em língua inglesa, de sua primeira obra magistral: La Nueva Iglesia Montiniana.
Esse livro teve uma rápida difusão e logo circulava por todos os lados na Cidade do México. Assim, o referido Arcebispo aproveitou a ocasião e chegou ao ponto de lançar uma pseudoexcomunhão contra o Pe. Sáenz. Em um artigo publicado em 21/12/1971 pelo jornal diário El Sol de México, podia-se ler: “Por injúrias ao Papa, a Mitra excomunga um padre antiprogressista”.
Isso mostra o quanto era necessário coragem da parte do Pe. Sáenz para continuar sua proclamação pública da verdade. E coragem não lhe faltava. Por isso, respondeu imediatamente com uma nova obra, publicada na Cidade do México em janeiro de 1972, com o título: Cisma o Fe? ("Cisma ou Fé?").
OS DOIS GRANDES GATILHOS QUE O LEVARAM À JUSTA ANÁLISE DA CAUSA PRINCIPAL DA REVOLUÇÃO MODERNISTA
Nesse intervalo, dois acontecimentos de extrema gravidade haviam, de fato, provocado um duplo despertar em seu espírito e estabelecido definitivamente nele a compreensão da transformação, até então inexplicável, que se desenrolava diante de seus olhos em todo o mundo.
Por mais grave que tenha sido o primeiro desses acontecimentos, ele permaneceu relativamente desconhecido na Europa, enquanto provocou uma terrível onda revolucionária nos espíritos e nos comportamentos na América do Sul. Por isso, o Pe. Sáenz dedicou dois terços de seu livro La nueva Iglesia montiniana (de 648 páginas) ao Congresso Eucarístico de Bogotá, realizado de 18 a 28 de agosto de 1968, com a presença de Montini.
Entre outros, três fatos marcantes foram, para o Pe. Sáenz, uma demonstração da heterodoxia e da ilegitimidade de Montini–Paulo VI: o uso público, por Montini, do éfode do sumo sacerdote judeu ou maçônico; a comunhão concedida durante esse Congresso a ortodoxos e protestantes, entre os quais um pseudo-bispo anglicano e um pastor de Taizé; e o discurso com insinuações revolucionárias proferido por Montini aos camponeses.
O segundo acontecimento que contribuiu para que o Pe. Sáenz chegasse a essa busca das causas mais profundas — acontecimento gravíssimo, a ponto de ter provocado um tremor universal em todo o globo terrestre — foi a pseudo-promulgação do novo rito litúrgico em 1969, seguida pouco depois por hábeis transformações que invalidariam o rito da Ordenação (1972) e por diversas fórmulas duvidosas de cerimônias batismais ou penitenciais coletivas.
O Pe. Sáenz y Arriaga, também nesse ponto um precursor, dedicou a essa questão tão importante um pequeno livro, publicado no final de 1969, com o título extremamente explícito: La misa impuesta para el 30 de noviembre, no es ya una misa católica ("A missa imposta para 30 de novembro já não é uma missa católica").
Ele volta ao tema em algumas páginas de seu livro de 1973, em um subcapítulo intitulado: La prueba de la ilegitimidad de Paulo VI ("A prova da ilegitimidade de Paulo VI").
"A NOVA IGREJA" MONTINIANA
Após ter citado e mencionado, ao longo de páginas e páginas, os atos e as palavras heterodoxas de Montini e dos seus seguidores, o Pe. Sáenz cita igualmente toda uma série de autores defensores da Tradição bimilenar. Em seguida, entre um capítulo de título revelador — É J. B. Montini um verdadeiro Papa? — e outro sobre a conspiração contra a Igreja, o Pe. Sáenz expõe aquilo que ele ainda chama apenas de: Minha opinião sobre o Papa Montini.
Quando se considera que essas páginas foram redigidas em 1971, é difícil não sentir admiração por sua extraordinária clarividência. Eis alguns trechos significativos:
O problema colocado diante da consciência católica, nestas circunstâncias aflitivas, possui uma amplitude tal que penso que jamais, no decorrer da História, os católicos se encontraram em uma situação tão difícil e angustiante... Diante da evidente contradição entre a Igreja pré-conciliar e aquela que hoje se chama de Igreja pós conciliar; diante daquilo que estes chamam de uma mudança de mentalidade, que eu, em consciência, vejo como uma mudança de Fé; diante do silêncio desconcertante da hierarquia e da atitude inexplicável de Paulo VI, sustentamos que é necessário concentrar nossa atenção sobre a própria pessoa do Papa Montini, sobre o Montinianismo com sua dialética, sobre a Igreja montiniana, totalmente distinta da Igreja do Concílio de Trento e da Igreja do Vaticano I, que conservaram fielmente a Tradição Apostólica…
Diante da divergência (discrepância), surge a dúvida, precisamente porque se possui a Fé. É necessário, portanto, ver agora qual das duas tendências de opinião é a
correta no que diz respeito à pessoa de Paulo VI: o Papa Montini é um Papa legítimo ou não o é?
A primeira hipótese nos parece insustentável e insatisfatória: aquela que procura explicar as anomalias do atual Pontífice estabelecendo nele um dualismo de ação e de julgamento; ou pretendendo que, pelo fato de estar prisioneiro, ele seja levado a agir contra sua consciência para salvar sua vida; ou que seja drogado de maneira intermitente; ou ainda que, embora tenha caído pessoalmente na heresia, conserve toda a sua autoridade suprema.
Em todos esses casos, a pedra fundamental da Igreja careceria da estabilidade inabalável que garante a própria permanência da Igreja.
Na segunda hipótese, há também uma subdivisão de opiniões. Alguns pensam que J. B. Montini foi validamente eleito Papa, mas que, desde sua eleição, caiu pessoalmente na heresia e, por esse próprio fato, deixou automaticamente de ser Papa, perdendo todas as suas prerrogativas e poderes…
Outros sustentam que a eleição de J. B. Montini foi inválida, porque essa eleição estava viciada em sua raiz, seja porque ele estava fora da Igreja, seja por outros motivos que o tornavam não apenas indigno, mas incapaz de ser validamente eleito. O caso que estudamos é tão grave que, assim como seria temerário e escandaloso emitir um juízo afirmativo sem fundamento sólido, também seria negar a priori, sobretudo levando em consideração a situação atual do mundo e da Igreja, fechar uma porta de grande importância para a investigação da verdade.
A maneira dialética de agir de Paulo VI é conhecida demais para não exigir uma investigação exaustiva sobre sua doutrina, antes e depois de sua eleição; sobre sua pessoa, sua vida, suas relações, sua atividade reformadora, antes e depois do Concílio…
Se procuramos antecipar o julgamento da História, é porque nos encontramos em uma crise cuja solução urgente e imperiosa implica e exige decifrar o enigma inquietante do Papa Montini, para salvar nossa Fé Católica.
Assim, é provável que as fotografias de Paulo VI com o peitoral judeu e o éfode do sumo sacerdote levítico do judaísmo tenham nos fornecido a chave do enigma: ao vermos esse sinal ritual impróprio sobre o peito do Papa e levando em conta a atual subversão da Igreja; as infiltrações reconhecidas de judeus, maçons e comunistas no clero, das quais se tem conhecimento, ainda que apenas parcialmente e não em toda a sua amplitude e realidade; as relações secretas e públicas do Papa Montini com os maiores inimigos da Igreja; ao estudar os avanços montinianos para reformar a Igreja, destruir suas estruturas e chegar pouco a pouco a eliminar aquilo que é católico, para
nos assimilar às outras religiões; ao recordar suas visitas e discursos na ONU e em Genebra, no Conselho Mundial de Igrejas; seu ecumenismo repetido, seu diálogo humanista e a carência de espiritualidade sobrenatural, creio que temos o direito e até mesmo o dever de fazer esta pergunta:
J. B. Montini é um verdadeiro católico ou é um infiltrado, um judeu teleguiado pela máfia?”
A LÚCIDA REMONTADA ÀS CAUSAS OCULTAS
Diante de tal grau de suspeita, já há uma quase evidência de que Paulo VI não é um Papa legítimo, mas um antipapa, um judeu preparado pela máfia para ascender ao topo por meios inconfessáveis, empregados com tempo, dinheiro e uma indiscutível habilidade, por aqueles que sempre buscaram dominar o mundo... preparação indispensável para o estabelecimento da dominação mundial do judaísmo…
O judaísmo proclamou, por meio de seu messianismo materialista — que não seria outra coisa senão a implantação de um governo mundial — que eles dirigiriam e nós seríamos seus escravos. Sua experiência sabia que o muro intransponível para a realização dessa conquista suprema de seu programa era o muro religioso e, particularmente, a muralha da Igreja Católica.
Além disso, a calúnia, os aprisionamentos e até mesmo a morte não foram suficientes para abalar a Fé; pelo contrário, serviram para fortalecê-la. Não lhes restava, portanto, senão o meio da INFILTRAÇÃO, tão bem conhecido por eles, para destruir a Igreja de Cristo a partir de dentro.
O caso de Anacleto II (antipapa de origem judaica) teria se renovado: as infiltrações denunciadas por São Pio X teriam invadido a hierarquia e penetrado até a Sé de Pedro.
Para um governo mundial, seria imperioso estabelecer uma religião igualmente mundial: a religião da fraternidade universal, do "ecumenismo", do diálogo; uma espécie de sincretismo religioso, no qual os dogmas são silenciados e eliminados, os ritos transformados, os costumes corrompidos e a disciplina suprimida — excetuando
se as ofensas dirigidas apenas contra os chamados reacionários —, de modo que todas as religiões se fundam em uma única Religião, base e complemento do Governo Mundial.
[Notemos a surpreendente lucidez do Pe. Sáenz, que não viu o Panteão de Assis e, por contraste, a espantosa cegueira daqueles que o viram e ainda assim não compreenderam, ou não quiseram refletir e compreender!]
E que maneira mais inteligente haveria, para realizar esse programa, do que reunir um Concílio no qual os prelados, habilmente guiados pelo Papa Montini, decretaram o “ecumenismo”, o aggiornamento, a liberdade religiosa, a reforma total da liturgia, da moral, da disciplina, do direito e dos próprios dogmas?
Mas tudo isso deveria ser feito com habilidade, com dialética, com uma hábil duplicidade... Daí, nesse abalo das massas, as lavagens cerebrais, a multiplicação dos organismos... as constantes reuniões de clérigos e leigos para doutrinar esses neófitos da nova religião... a terminologia pós-conciliar... meios muito aptos para gerar a confusão necessária, a eliminação dos antigos preconceitos e crenças, dos escrúpulos de consciência que só poderiam surgir com a implantação da nova religião, a religião da fraternidade universal.
Tudo isso só poderia ser possível colocando o poder da Igreja em mãos absolutamente seguras para a “máfia”.
O judaísmo assim jogou sua carta decisiva e, para realizar sua ambição, colocou em jogo todos os seus recursos. Era necessário infiltrar o Vaticano. Muitos pensam que o Papa Montini, com todas as suas fraquezas, suas oscilações, sua maneira equívoca de contradizer por seus atos aquilo que afirmou em palavras, com seu constante duplo jogo, com suas amizades e relações com os inimigos da Igreja, é, apesar de tudo, um Papa legítimo e que, contudo, por causa de suas heresias e de suas faltas aos seus deveres mais graves, seria necessário depô-lo. Mesmo que todos estes considerem corretamente que o futuro Papa poderá ser um falso Papa, um antipapa, aqueles que pensam assim insistem em manter a legitimidade do Pontífice atual. Eles se assustam diante da ideia de que possamos ter um antipapa na Igreja, contrariamente ao que a história e a teologia mais sólida nos ensinam.
Entretanto, com a denúncia do uso do ÉFODE, que vemos quase habitualmente nas fotografias de Paulo VI, chegamos a considerar como possível a suspeita que vários já possuem: que J. B. Montini foi elevado invalidamente ao Pontificado e que, por esse próprio fato, nunca foi um verdadeiro Papa.
Com esse insígnia ritual, judaica e maçônica, pode-se supor que Paulo VI seja não apenas um instrumento muito eficaz da máfia judaica, mas também um membro dessa máfia; e que, por essa razão, ele porta sobre seu peito, junto à Cruz peitoral e ao Anel do Pescador, o Peitoral judaico e o Éfode do Sumo Sacerdote Levítico, descendente de Caifás.” Fim da citação.
O Pe. Sáenz y Arriaga expõe em seguida o significado do símbolo judaico e maçônico do Peitoral judaico e do Éfode, também adotado pelos franco-maçons², citando a Enciclopédia da Franco-Maçonaria, publicada em San Antonio, Texas, por Albert
Gallatin Mackey, MD 33º, autor do Léxico da Franco-Maçonaria. Após essa citação explicativa bastante longa, eis, para concluir por enquanto com La nueva iglesia montiniana, alguns trechos do comentário que o Pe. Sáenz faz a respeito:
“Ao ver, portanto, esse estranho amuleto sobre o peito do atual Pontífice, creio que podemos supor, sem temeridade, a influência judaica, a influência maçônica ou as duas influências combinadas e unidas em Paulo VI, pelo fato de que esse insígnia foi utilizada somente ou pelo Sumo Sacerdote levítico ou pelo Sumo Sacerdote maçônico.
Nossa suspeita aumenta ainda mais quando percebemos que nenhum Papa anterior jamais havia usado essa joia sobre o peito. Paulo VI sabe muito bem o que significam esse Peitoral judaico e esse Éfode; ele sabe qual é sua origem...; ele não ignora que os maçons também os utilizam como uma distinção própria daquele que eles chamam de Sumo Sacerdote.
Aquele que abandonou a tiara pontifícia, para que fosse vendida em leilão em Nova York... agora não tem nenhum escrúpulo em usar tal amuleto de grande valor comercial e apresentar-se assim, diante dos iniciados, não como sucessor de Pedro e Vigário de Cristo, mas como Sumo Sacerdote levítico, sucessor e representante de Caifás...
A Cruz peitoral do Papa é incompatível com o estranho uso do amuleto da Antiga Aliança. Paulo VI, ao utilizar a insígnia ritual do Sumo Sacerdote levítico, procura nos significar que ele não aceita que a realidade tenha substituído a imagem, a figura e a promessa feita por Deus.³
Com o Peitoral judaico e o Éfode, unidos à Cruz de Cristo, o Papa Montini nos dá a impressão de que procura unir Cristo e o Anticristo. É próprio do Anjo maligno, diz Santo Inácio (seguindo São Paulo), assumir a aparência de um “Anjo de luz”.
Além disso, convém observar que a citação que fizemos da Enciclopédia da Franco Maçonaria demonstrou os vínculos que existem entre a máfia judaica e as lojas maçônicas. O judaísmo teria dado origem à maçonaria para servir-se dela como um instrumento muito poderoso em sua obra satânica de destruir Cristo e Sua Igreja.
O Papa Montini, ao utilizar o Peitoral judaico e o Éfode, nos dá a entender que é um instrumento dócil, simpatizante e amigo, ao mesmo tempo, do judaísmo e da maçonaria.
Essas coincidências poderiam assim nos demonstrar que J. B. Montini, judeu por ascendência familiar, teria sido o instrumento preparado pela máfia para infiltrar a Igreja e dominá-la.
O Santo Cura d’Ars escrevia: “Não podemos considerar a conduta dos judeus sem ficarmos profundamente aflitos, povo outrora predestinado por Deus, mas que, por causa de suas iniquidades, transformou-se em inimigo permanente de Deus e de Cristo.”
Quais são os antecedentes da família Montini? No Livro de Ouro da Nobreza Italiana, em sua edição de 1962-1964, na página 994, encontra-se pela primeira vez: “Montini, ramo da família de Brescia que reconhece como seu fundador Bartolomeu de Benedictis, de origem hebraica”.
A isso acrescenta-se que, há cerca de três anos, um sacerdote italiano (Dom Luigi Villa) publicou um livro sobre diversos tipos de escândalos conciliares, contendo, entre outras coisas, fotografias do jazigo no qual está enterrada, entre outros, a mãe de Montini, nascida Alghiesi, onde se encontram gravados múltiplos sinais maçônicos.
Isso provocou um verdadeiro desfile de curiosos, jornalistas e fotógrafos no cemitério de Brescia, até que a família mandou cercar esse jazigo com muros e uma porta de entrada.
Tradução: Gustavo Maurice Pinay
¹ - Observação: A afirmação acima não significa que o Padre Sáenz y Arriaga jamais tenha tido contato com Écone ou com o Arcebispo Francês. Pelo contrário, ele frequentou Écone entre 1970 e visitava sacerdotes franceses, como o Pe. Barbara, com quem manteve grande amizade. À época, Dom Lefebvre ainda permitia a discussão sobre o sedevacantismo em seus seminários, e muitos tradicionalistas viam nele a principal esperança para enfrentar a crise da Igreja. Esse quadro, porém, mudou a partir de 1980, quando o Arcebispo começou a defender a Igreja Conciliar e buscar colaborações com ela, como se evidencia em sua visita ao México, em 1981, quando criticou diretamente o Padre Sáenz y Arriaga, já falecido, além da recepção desfavorável que recebeu dos sedevacantistas mexicanos, que colavam na porta de suas capelas: “Proibido para Lefebvre e Méndez Arceo. Esta é uma Igreja Católica”
² O Éfode era um costume egípcio. Tratava-se de uma faixa ricamente bordada, que partia do pescoço, descia até o peito e retornava depois pela parte de trás; servia para cingir a veste. O Éfode aproximava-se na parte dianteira por meio de dois fechos, nos quais era colocada uma pedra preciosa em cada um; sobre cada pedra estavam gravados os nomes de seis tribos. Sobre o Éfode era colocado o Peitoral, que também era bordado e enriquecido com doze pedras preciosas, sobre cada uma das quais estava gravado o nome de uma tribo. Uma pequena lâmina de ouro coroava as pedras preciosas com a divisa: “Doutrina e Verdade”. O Éfode fechava-se por quatro pequenas correntes de ouro, das quais duas passavam ao redor do pescoço e duas apertavam o peito. O Peitoral continha os sinais simbólicos e hieroglíficos do Urim e do Tumim: Verdade e Justiça.
³ Este é o primeiro antipapa no sentido que lhe dá Elia Benamozegh.