O Padre Sáenz y Arriaga

É urgente fazer conhecer na França a doutrina de um teólogo de notável clarividência e lucidez, o Reverendo Padre Sáenz y Arriaga.

Postado pela Ação Restauracionista em 2026-08-13 20:03:00

O Padre Sáenz y Arriaga  

Prefácio de Louis Hubert Remy  

É urgente fazer conhecer na França a doutrina de um teólogo de notável clarividência  e lucidez, o Reverendo Padre Sáenz y Arriaga. Enquanto o Pe. Guérard des Lauriers  ainda estava com Dom Lefebvre¹, sem levantar questões sobre o "Santo Padre", no  início dos anos 1970, o Pe. Sáenz já resistia frontalmente, desde os anos 1960, ao  que chamava de "a nova igreja montiniana", e não simplesmente "conciliar"! Para o  Pe. Sáenz, a questão da legitimidade de Montini surgiu muito cedo, pois ele havia  compreendido, muito antes do conciliábulo do "Vaticano II", a tentativa de subversão  e, em seguida, de tomada do poder por parte do marrano Pietro Pierleoni, que se fez  chamar de "papa Anacleto" no tempo de São Bernardo.  

O Padre Sáenz e um grupo de sacerdotes mexicanos publicaram a obra-prima 2000  anos de conspiração contra a Igreja, sob o pseudônimo de Maurice Pinay. Todos os  fiéis deveriam ter lido esse livro, tão fundamental para compreender a tomada do  poder por J. B. Montini, o Pierleoni do século XX. A simplicidade e a lógica por trás  da teologia do Padre Sáenz nos dão, hoje, uma força extraordinária para continuar a  resistir a essa usurpação da Sé de Pedro por anticristos, escravos da sinagoga de  Satanás. É absolutamente necessário tornar conhecidos os escritos do Padre Sáenz,  que, infelizmente, foram publicados apenas em espanhol.  

Reproduzo, portanto, abaixo um artigo do Reverendíssimo Padre Zins,  publicado na revista Sub Tuum Præsidium, nº 74, de abril de 2003:  

Joaquín Sáenz y Arriaga nasceu em Morelia, no México, em 12 de outubro de 1899,  sendo o décimo de uma família de treze filhos. Tanto pelo lado paterno quanto pelo  materno, sua família contou com dezenas de religiosos e sacerdotes, entre eles vários  bispos. Realizou seus estudos primários no Instituto do Sagrado Coração de Jesus,  dos Irmãos das Escolas Cristãs.  

Ainda adolescente, atraído pelo silêncio, pela contemplação e pelo desejo de  oferecer-se inteiramente a Deus, pensou em ingressar na Ordem dos Cartuxos.  Seguindo os conselhos de Dom Leopoldo Ruiz y Flores, entrou para a Companhia de  Jesus antes mesmo de completar dezessete anos. Enviado à Espanha para  prosseguir seus estudos, soube ali da morte de seu irmão sacerdote, Luís, vítima do

tifo em 1917. Foi também da Espanha que acompanhou, à distância, a Cruzada dos  Cristeros e o martírio de seu confrade, o Pe. Pro (cf. STP nº 50).  

Após concluir os estudos secundários e o escolasticado — que, entre os jesuítas,  dura dez anos e compreende o curso de Filosofia e Teologia, um período de  magistério e, em seguida, um segundo ciclo de estudos —, foi ordenado sacerdote  em 30 de abril de 1930, na igreja de São Filipe, em Guadalajara.  

Em razão da profundidade de sua inteligência, seus superiores lhe solicitaram que  prosseguisse os estudos superiores durante mais dois anos após sua ordenação.  Alcançou, assim, o quarto grau dos títulos em Teologia, recebendo o título de  Mestre Laureado, distinção concedida muito raramente, visto que a maioria dos  teólogos de elevado nível se detém no terceiro grau, o de Doutor. Isso o levaria,  ao longo de toda a sua vida, a dedicar-se à formação de centenas de estudantes,  homens e mulheres, seja como professor, seja como reitor de obras, capelão, diretor  ou orientador espiritual.  

Foi inicialmente nomeado auxiliar de um sacerdote jesuíta mais idoso na Universidade  Autônoma Católica de Guadalajara, onde sua memória permanece viva até os dias  de hoje, uma vez que aqueles que atualmente são chamados de  "sedevacantistas" são ali numerosos. Muito devoto da Santíssima Virgem, propôs  a unificação das diversas federações marianas do México mediante a fundação de  uma Confederação Nacional das Congregações Marianas do México, a fim de  melhorar sua coordenação e ampliar sua benéfica influência.  

Esse projeto concretizou-se em 1939, e ele foi escolhido para ser seu primeiro Diretor.  Ocupou esse cargo de 1939 a 1947, função na qual suas grandes capacidades  puderam produzir o melhor de sua eficácia. Fundou e dirigiu uma revista mensal  destinada à comunicação e à formação dessas obras marianas, escreveu livros e  folhetos, organizou numerosos Congressos Marianos locais, além de peregrinações,  conferências, reuniões e outras atividades, dedicando-se sobretudo aos estudantes,  homens e mulheres. Esse foi o período mais feliz de sua vida, humanamente  falando, e também o mais fecundo em frutos exteriores.  

PAVOROSO PRENÚNCIO DA SUBVERSÃO DAS ESTRUTURAS  ECLESIÁSTICAS  

Com efeito, um acontecimento, tanto mais perigoso por não ter sido percebido no  momento em que ocorreu, começaria a romper, ao menos aparentemente, a trajetória  até então ascendente da fecundidade de seu apostolado. A nomeação de outro  jesuíta, de orientação e estilo opostos aos seus, como Diretor das obras marianas,  não foi obra do acaso. Constituiu apenas uma das numerosas mudanças introduzidas  na linha geral de conduta, de apostolado e de ensino da Companhia de Jesus, em  consequência da eleição de um novo Superior Geral, o Pe. Janssens (eleito em 15

de setembro de 1946, após quatro anos de vacância, em razão da morte do Pe.  Ledóchowski, Superior Geral de 1915 a 1942, e também por causa da Segunda  Guerra Mundial).  

Ao considerar atentamente essas transformações internas e externas da Companhia  de Jesus nessa época, em um sentido fortemente progressista que preparava a  revolução do Vaticano II, é-se levado a concluir que esse novo Superior Geral era um  infiltrado. A partir de então, os postos-chave passaram a ser confiados aos  progressistas, enquanto todos os padres formados segundo a tradição, à maneira  antiga, começaram a ser tratados como retrógrados, ou mesmo como pessoas  anormais. A maioria deles, como o Pe. Sáenz, começou por obedecer humildemente;  depois, muitos passaram a resistir de modo tão discreto quanto enérgico, sobretudo  quando lhes foi exigido, antecipando-se até mesmo aos ateus e laicistas mais  militantes, que ensinassem aquilo que mais tarde viria a ser tristemente chamado de  educação sexual em seus colégios, escolas e universidades. Muitos desses  veneráveis sacerdotes foram enviados por seus superiores locais a psiquiatras,  obrigados a submeter-se a "exames" e até mesmo a tratamentos, incluindo injeções  de insulina e eletrochoques.  

Como se tais horrores inimagináveis não bastassem, alguns deles chegaram até  mesmo a ser internados em hospitais psiquiátricos! Foi o que aconteceu ao pobre  Pe. Sáenz já em 1948. Hospitalizado em consequência de um acidente  automobilístico, foi sedado por meio de uma injeção administrada sem seu  conhecimento, a pedido de seu superior local, e posteriormente transferido para uma  clínica psiquiátrica.  

Quão doloroso foi para ele despertar em tais circunstâncias. Só conseguiu ser  libertado graças à dedicação de uma de suas irmãs, Guadalupe, à intervenção de um  de seus primos, médico psicólogo, e, sobretudo, à do Arcebispo Dom Luis María  Martínez, alertado por sua irmã. Posteriormente, foi nomeado auxiliar de um superior  e de outros dois confrades adeptos da nova orientação, na Universidade Autônoma  de Puebla. Ali assistiu, impotente, à infiltração de estudantes e professores marxistas,  favorecida pelos novos jesuítas, até que os comunistas assumiram abertamente a  direção da Universidade. Em 1952, durante uma segunda hospitalização, em  consequência de outro acidente, temendo que se repetisse o que havia sofrido quatro  anos antes, recusou qualquer contato com um psiquiatra, bem como entrar em uma  ambulância que deveria levá-lo à Cidade do México. Mais tarde, escreveu a esse  respeito:  

"Eu revivia o terrível trauma psíquico que havia sofrido quatro anos antes, quando,  em circunstâncias idênticas, o Pe. Socio veio com uma ambulância para me transferir  do Sanatório Espanhol, depois de ter-me aplicado uma injeção [para me adormecer]  e conduzir-me ao asilo do Dr. Falcón, onde sofri os momentos mais duros e  angustiantes de minha vida… Ninguém pode compreender o que significa a

indescritível tragédia de um sacerdote, plenamente consciente de seus atos, que é  internado em uma clínica psiquiátrica entre pessoas dementes. É o desmoronamento  de seu sacerdócio, de seu apostolado, de seu prestígio, de sua família e até mesmo  de sua dignidade humana.”  

Se nisso se reconhecem métodos à maneira bolchevique, eles são ainda mais  estarrecedores quando empregados por eclesiásticos! Entretanto, o Pe. Sáenz  ainda teria de suportar, no fim de sua vida, uma provação, em certo sentido,  ainda mais dolorosa. Enquanto isso, seus superiores — o local e o provincial —

aproveitaram-se dessa hospitalização e de sua recusa em ser transferido para  destituí-lo de todas as suas funções e enviá-lo para uma casa jesuíta isolada, a fim  de relegá-lo ainda mais ao esquecimento. Depois de apresentar ao Superior Geral,  em Roma, um relatório sobre os graves fatos dos quais fora testemunha na  Universidade de Puebla, recebeu uma resposta que o fez compreender a  cumplicidade das instâncias superiores. Diante disso, pediu para ser dispensado de  seus votos religiosos, como outros jesuítas também acabaram sendo obrigados a  fazer.  

Eis que se viu, então, rejeitado pelos seus e afastado de sua família religiosa.  Felizmente, ainda lhe restava o apoio de sua família natural, bem como de bispos,  sacerdotes e fiéis leigos que permaneciam fiéis ao espírito católico e à caridade cristã.  Essa fase tão dolorosa de sua peregrinação nesta terra, assim como a experiência  das infiltrações e das revoluções internas, acompanhadas da cumplicidade da mais  alta autoridade da Companhia de Jesus, seriam decisivas para prepará-lo  psicologicamente para combates ainda mais terríveis e para descobrir  infiltrações de uma amplitude muito mais temível. Além disso, embora sua nova  situação fosse mais incerta e menos estável, ela lhe proporcionaria uma relativa  independência, dando-lhe mais tempo para estudar, maior recolhimento em sua  solidão para refletir e mais liberdade para falar publicamente.  

INTERLÚDIO FECUNDO ANTES DA DEVASTAÇÃO CONCILIAR  

Antes de obter sua incardinação na Arquidiocese do México, o Pe. Sáenz colocou-se  à disposição dos párocos, como o da paróquia da Divina Providência, na Cidade do  México. Viajou por todo o país, dirigindo-se especialmente aos lugares onde sabia  ser estimado e apoiado. Instruído por sua dolorosa experiência do mal interno que  corroía o instituto de elite que fora obrigado a deixar, e constatando por toda parte a  ação ainda subterrânea do progressismo e do comunismo, pregava a autêntica e  verdadeira doutrina católica. Proferia conferências, dirigia os Exercícios Espirituais de  Santo Inácio, fazia sermões e auxiliava os párocos na administração dos  Sacramentos, dedicando-se sobretudo à formação, ao aconselhamento, à orientação  e ao fortalecimento da juventude, especialmente dos estudantes, na prática da  virtude.

Ele abriu na Cidade do México uma casa que servia como centro de apoio aos  estudantes, ajudando-os em seus estudos, orientando-os na escolha de seu estado  de vida ou de sua carreira, celebrando para eles a Santa Missa e incentivando-os a  rezar com ele o Santo Rosário. Depois, continuando esse tipo de atividade e suas  viagens pelo país, já conhecido por seu zelo, sua reta doutrina e sua piedade, a  pedido da Madre Superiora da Congregação das Adoradoras Perpétuas do  Santíssimo Sacramento, foi nomeado pelo Arcebispo do México confessor ordinário  dessa comunidade. Como a Madre Maria Rosa Guadalupe de la Santa Cruz renovou  duas vezes seu pedido ao final de cada triênio, ele exerceu essa função de 1961 a  1970.  

Além disso, o Pe. Sáenz estudava continuamente, lia e escrevia muito, mantinha-se  informado sobre os acontecimentos, sobretudo os de caráter eclesiástico, e voltou a  viajar pela Europa, principalmente ao centro da Cristandade, Roma. Já em 1950, à  frente de uma peregrinação estudantil, encontrou-se cinco vezes com o Papa Pio XII,  e uma fotografia o mostra ao lado do Sumo Pontífice, cercado por todos os lados  pelos estudantes. Em 1958, teve novamente a consolação de ver o Papa várias vezes  e, durante uma audiência, foi novamente fotografado, juntamente com sua irmã  Guadalupe, ao lado de Pio XII.  

Isso constitui uma marca adicional de sua dedicação ao Papado, já claramente  manifestada em 1947, em seu livro Donde está Pedro, está la Iglesia ("Onde está  Pedro, está a Igreja"). Como ele ressalta em diversas ocasiões em seus dois  livros principais de 1971 e 1973, foi precisamente essa fé no caráter de Rocha  inabalável do Papado que o levou a compreender que, quando a Fé e os  Costumes são abalados, ali não se encontra a Rocha inabalável.  

PRIMEIRAS INVESTIGAÇÕES SOBRE AS ORIGENS E CAUSAS DA  REVOLUÇÃO CONCILIAR  

Após o falecimento de Pio XII, em 9/10/1958, e a pseudoeleição do infiltrado rosacruz  Roncalli, que assumiu o nome de um antipapa, João XXIII, tudo se precipitou. Desde  o anúncio da abertura de um Concílio, o Pe. Sáenz, consciente do perigo e advertido  durante suas viagens pela Europa por alguns bispos e sacerdotes prudentes acerca  do projeto revolucionário dos progressistas, retornou a Roma.  

Ele se uniria à equipe de teólogos que redigiria a brochura Complot contra a Igreja,  assinada pelo pseudônimo coletivo Maurice Pinay, que circularia entre os Padres do  Concílio. Ele próprio faria eco dessas denúncias em um folheto intitulado Carta de  información a los obispos de España, Portugal y América, no qual relata aquilo que  ele mesmo havia aprendido na Europa.  

Nele, afirma particularmente que Roncalli teria tido como amigos altos dignitários  maçons quando foi Núncio em Paris, e que teria fornecido falsas certidões de Batismo  a judeus durante a guerra, quando foi Núncio na Turquia e na Bulgária. Ele ainda não

conhecia, porém, um fato que considerava mais grave: a iniciação maçônica de  Roncalli e sua participação em trabalhos de lojas maçônicas em Paris e na Turquia.  Entretanto, com esse folheto, que foi seu primeiro escrito sobre a crise, ele já estaria  no caminho correto para compreender a natureza do mistério de iniquidade que  começava a triunfar no Lugar Santo.  

Após a morte de Roncalli, em 3/6/1963, e a pseudoeleição do infiltrado Montini, o  Pe. Sáenz, alertado por seus informantes europeus, encontrou-se em Paris com Dom  Roche, um dos secretários do Cardeal Tisserant, que havia sido encarregado em seu  tempo por Pio XII de vigiar Dom Montini, devido às suas relações com pessoas de  procedências duvidosas.  

Essa investigação e essas pesquisas forneceriam elementos que ele utilizaria  posteriormente na composição de La Nueva Iglesia Montiniana.  

Em 1964, tendo tomado conhecimento do projeto de uma declaração destinada a  absolver os judeus da responsabilidade pelo deicídio, o Pe. Sáenz y Arriaga redigiu  uma firme brochura, cujo título era El Antisemitismo y el Concilio Ecuménico ("O  Antissemitismo e o Concílio Ecumênico") e cujo subtítulo era ¿Qué es el progresismo?  ("O que é o progressismo?"), para demonstrar que isso era impossível à luz da  Revelação. Entretanto, dois anos mais tarde, quando o texto modificado e repleto de  ambiguidades foi incorporado a uma "constituição conciliar", o Pe. Sáenz se opôs a  uma edição de 25/01/1966 da revista protestante americana Look, que proclamava,  em grande tiragem, como os judeus haviam mudado o pensamento católico sobre  essa questão. Publicando esse texto de Joseph Roddy na primeira parte de sua  brochura intitulada Con Cristo o contra Cristo ("Com Cristo ou contra Cristo"), e  comentando-o na segunda parte, o Pe. Sáenz escreveu em sua introdução:  

“Ao redigir este comentário, temos em vista somente o serviço de Deus. Parece-nos  irritante que nossos inimigos ataquem a indefectibilidade da Igreja e se empenhem  em fazer o mundo pensar que estes, com seu dinheiro e suas intrigas, tenham podido  mudar a doutrina católica. Eu creio na Igreja dos Papas e dos Concílios, não na Igreja  de um Papa ou de um Concílio. É absurdo procurar separar os ensinamentos  dogmáticos, disciplinares ou pastorais do Concílio Vaticano II do contexto vinte vezes  secular da doutrina apostólica, da doutrina dos Santos Padres e Doutores da Igreja,  da doutrina dos Papas e dos Concílios anteriores, da doutrina secular de toda a  teologia católica…”  

Doutrina que nosso Mestre Laureado em Teologia recorda na segunda parte de sua  brochura. Esse texto da revista protestante, essa introdução do Pe. Sáenz, o contexto  e o momento de sua redação, em julho de 1966, sete meses após o fim do  conciliábulo, são singularmente característicos e merecem que nos detenhamos um  pouco sobre eles.  

Constatamos acima as suspeitas do Pe. Sáenz tanto em relação a Roncalli quanto a  Montini. Estas colocaram seu espírito em alerta e sua atenção em estado de

vigilância. Contudo, ainda se tratava apenas de suspeitas, e de suspeitas imprecisas,  não suficientes nem determinantes.  

Dois anos antes, informado de um projeto de texto que iria contra a Revelação, ele  havia redigido uma brochura recordando com grande firmeza a doutrina católica sobre  o assunto. Sentindo resistências de todos os lados, os progressistas acabaram por  apresentar um texto repleto de ambiguidades, mas sem contradizer abertamente a  Revelação.  

Protestantes, bem informados sobre as manobras dos talmudistas da B'nai B'rith (uma  organização maçônica superior reservada aos judeus) e sobre seus encontros com o  Cardeal Bea, de origem judaica, assim como sobre os encontros do judeu Jules Isaac  com Montini–Paulo VI a respeito desse tema, interpretaram as ambiguidades do texto  em um sentido contrário à Revelação e ao ensinamento da Igreja Católica.  

Como reage o ardente católico que é o Pe. Sáenz? Mais bem informado do que a  totalidade dos católicos, pegos de surpresa, e mais perspicaz do que todos, como  demonstrarão seus próximos escritos, ele não é, contudo, nem vidente nem profeta.  

É claro que os agentes da subversão da assembleia da Contra-Igreja Satânica,  reunidos nas lojas maçônicas, sejam eles talmudistas, protestantes ou progressistas,  sabem mais do que ele sobre a manobra que realizaram. Portanto, não é de se  admirar que, uma vez realizada com sucesso essa operação, eles se empenhem em  desestabilizar os católicos e em fazer penetrar em seus espíritos ainda inalterados a  doutrina inovadora dos textos publicados.  

O Pe. Sáenz não deixa de perceber as ambiguidades, mas conhece bem o  ensinamento católico não apenas sobre os judeus tornados pérfidos, mas também,  especialmente, sobre a indefectibilidade da Igreja. Essa indefectibilidade, sobretudo  no que diz respeito à Fé, compreende, entre outras coisas, a propriedade da  infalibilidade em matéria de Revelação, Fé e Moral das Constituições de um Concílio  Ecumênico aprovadas por um Papa legítimo.  

Diante do ataque frontal dos inimigos da Igreja contra a doutrina católica, seu primeiro  objetivo é defendê-la publicamente. Assim, começa declarando que seria absurdo  querer opor o ensinamento de um Concílio autêntico ao dos Concílios anteriores,  sendo todos eles, por si mesmos, infalíveis; e que, se surgir alguma dúvida quanto à  interpretação de uma passagem, não se poderia sustentar um sentido contrário ao  ensinamento secular.  

Isso demonstra que, nesse momento preciso, apesar de suspeitas, dúvidas e  hesitações, de um sentimento de desconforto diante das aparentes imprecisões e das  ambiguidades latentes em tal ensinamento, o Pe. Sáenz lhe concede, a priori, o  benefício da dúvida e uma interpretação em sentido católico. Ele defende, como digno

filho de Santo Inácio, a indefectibilidade da Igreja na Fé e a infalibilidade, em si  mesma, do ensinamento de um Concílio Ecumênico autêntico.  

Como explicará cinco anos mais tarde, foi precisamente essa mesma fé na  indefectibilidade da Igreja que o conduziria a concluir, com uma força de alma heroica  e uma confiança absoluta na Verdade revelada, que aquele que tivesse falhado e feito  outros falharem não poderia ser, apesar das aparências contrárias, a Rocha  inabalável sobre a qual está edificada e firmemente estabelecida a Santa Igreja.  

Mas essa conclusão, embora já estivesse próxima de se formar em seu espírito, ainda  não lhe vinha à mente, tamanha era a dificuldade psicológica que ela apresentava, a  priori, para qualquer católico que tivesse fé na indefectibilidade da Igreja.  

TENSÃO E PSEUDO-SUSPENSÃO  

A recordação da doutrina católica sobre os judeus que se tornaram pérfidos ao se  afastarem do Messias que lhes fora enviado em primeiro lugar, rendeu ao Pe. Sáenz  uma admoestação do futuro Cardeal Miranda (nomeado por Montini em 1969), então  Arcebispo do México, apesar da autorização de publicação concedida por Dom Juan  Navarrete, Arcebispo de Hermosillo, na diocese do qual a obra foi publicada.  

A tensão com o Arcebispo Miranda aumentou, felizmente logo após a renovação de  seu terceiro triênio como confessor das Adoradoras do Santíssimo Sacramento,  solicitado pela Reverendíssima Madre Superiora, após a publicação, no outono de  1967, de uma nova obra do Pe. Sáenz: Cuernavaca y el progresismo religioso en  México.  

Convocado duas vezes ao bispado, o Pe. Sáenz absteve-se de comparecer e deixou  que a tempestade passasse, embora soubesse que a espada de Dâmocles  permanecia suspensa sobre sua cabeça. Esse perigo, contudo, não o impediu de  continuar proclamando a verdade.  

Em 1971, foi publicado o livro herético e subversivo do Pe. José Porfirio, intitulado  Marx y la Biblia, crítica a la filosofía de la opresión, estabelecendo falsas relações e  correspondências entre o comunismo e o Evangelho. Ele recebeu não apenas o  imprimi potest do Provincial jesuíta, mas também o imprimatur do Cardeal Miranda.  

Este último havia lavado as mãos à maneira de Pilatos, precisando por escrito que  sua aprovação não significava necessariamente que as afirmações do autor fossem  as suas próprias, mas apenas demonstrava que ele permitia em sua diocese a  legítima liberdade de expressão e considerava que tal publicação não contradizia o  dogma católico nem se opunha de modo algum à fé católica.

Amparado por essa permissão de legítima liberdade de expressão, o Pe. Sáenz  respondeu ao seu antigo confrade com um novo livro intitulado Apostata, assinado  em Roma em junho de 1971 e concluído na impressão na Cidade do México em 16  de julho. Isso lhe atraiu ainda mais a hostilidade de seu Arcebispo, que, nessa  ocasião, contudo, não ousou tomar nenhuma medida contra ele.  

Mas, dois meses depois, em setembro de 1971, foi publicada nos Estados Unidos  (onde o Pe. Sáenz havia realizado várias estadias durante seus estudos superiores)  a primeira edição, em língua inglesa, de sua primeira obra magistral: La Nueva Iglesia  Montiniana.  

Esse livro teve uma rápida difusão e logo circulava por todos os lados na Cidade do  México. Assim, o referido Arcebispo aproveitou a ocasião e chegou ao ponto de lançar  uma pseudoexcomunhão contra o Pe. Sáenz. Em um artigo publicado em 21/12/1971  pelo jornal diário El Sol de México, podia-se ler: “Por injúrias ao Papa, a Mitra  excomunga um padre antiprogressista”.  

Isso mostra o quanto era necessário coragem da parte do Pe. Sáenz para continuar  sua proclamação pública da verdade. E coragem não lhe faltava. Por isso, respondeu  imediatamente com uma nova obra, publicada na Cidade do México em janeiro de  1972, com o título: Cisma o Fe? ("Cisma ou Fé?").  

OS DOIS GRANDES GATILHOS QUE O LEVARAM À JUSTA  ANÁLISE DA CAUSA PRINCIPAL DA REVOLUÇÃO MODERNISTA  

Nesse intervalo, dois acontecimentos de extrema gravidade haviam, de fato,  provocado um duplo despertar em seu espírito e estabelecido definitivamente nele a  compreensão da transformação, até então inexplicável, que se desenrolava diante de  seus olhos em todo o mundo.  

Por mais grave que tenha sido o primeiro desses acontecimentos, ele permaneceu  relativamente desconhecido na Europa, enquanto provocou uma terrível onda  revolucionária nos espíritos e nos comportamentos na América do Sul. Por isso, o Pe.  Sáenz dedicou dois terços de seu livro La nueva Iglesia montiniana (de 648 páginas)  ao Congresso Eucarístico de Bogotá, realizado de 18 a 28 de agosto de 1968, com a  presença de Montini.  

Entre outros, três fatos marcantes foram, para o Pe. Sáenz, uma demonstração da  heterodoxia e da ilegitimidade de Montini–Paulo VI: o uso público, por Montini, do  éfode do sumo sacerdote judeu ou maçônico; a comunhão concedida durante esse  Congresso a ortodoxos e protestantes, entre os quais um pseudo-bispo anglicano e  um pastor de Taizé; e o discurso com insinuações revolucionárias proferido por  Montini aos camponeses.

O segundo acontecimento que contribuiu para que o Pe. Sáenz chegasse a essa  busca das causas mais profundas — acontecimento gravíssimo, a ponto de ter  provocado um tremor universal em todo o globo terrestre — foi a pseudo-promulgação  do novo rito litúrgico em 1969, seguida pouco depois por hábeis transformações que  invalidariam o rito da Ordenação (1972) e por diversas fórmulas duvidosas de  cerimônias batismais ou penitenciais coletivas.  

O Pe. Sáenz y Arriaga, também nesse ponto um precursor, dedicou a essa questão  tão importante um pequeno livro, publicado no final de 1969, com o título  extremamente explícito: La misa impuesta para el 30 de noviembre, no es ya una  misa católica ("A missa imposta para 30 de novembro já não é uma missa católica").  

Ele volta ao tema em algumas páginas de seu livro de 1973, em um subcapítulo  intitulado: La prueba de la ilegitimidad de Paulo VI ("A prova da ilegitimidade de Paulo  VI").  

"A NOVA IGREJA" MONTINIANA  

Após ter citado e mencionado, ao longo de páginas e páginas, os atos e as palavras  heterodoxas de Montini e dos seus seguidores, o Pe. Sáenz cita igualmente toda uma  série de autores defensores da Tradição bimilenar. Em seguida, entre um capítulo de  título revelador — É J. B. Montini um verdadeiro Papa? — e outro sobre a conspiração  contra a Igreja, o Pe. Sáenz expõe aquilo que ele ainda chama apenas de: Minha  opinião sobre o Papa Montini.  

Quando se considera que essas páginas foram redigidas em 1971, é difícil não sentir  admiração por sua extraordinária clarividência. Eis alguns trechos significativos:  

O problema colocado diante da consciência católica, nestas circunstâncias aflitivas,  possui uma amplitude tal que penso que jamais, no decorrer da História, os católicos  se encontraram em uma situação tão difícil e angustiante... Diante da evidente  contradição entre a Igreja pré-conciliar e aquela que hoje se chama de Igreja pós conciliar; diante daquilo que estes chamam de uma mudança de mentalidade, que  eu, em consciência, vejo como uma mudança de Fé; diante do silêncio  desconcertante da hierarquia e da atitude inexplicável de Paulo VI, sustentamos que  é necessário concentrar nossa atenção sobre a própria pessoa do Papa Montini,  sobre o Montinianismo com sua dialética, sobre a Igreja montiniana, totalmente  distinta da Igreja do Concílio de Trento e da Igreja do Vaticano I, que conservaram  fielmente a Tradição Apostólica…  

Diante da divergência (discrepância), surge a dúvida, precisamente porque se possui  a Fé. É necessário, portanto, ver agora qual das duas tendências de opinião é a

correta no que diz respeito à pessoa de Paulo VI: o Papa Montini é um Papa legítimo  ou não o é?  

A primeira hipótese nos parece insustentável e insatisfatória: aquela que procura  explicar as anomalias do atual Pontífice estabelecendo nele um dualismo de ação e  de julgamento; ou pretendendo que, pelo fato de estar prisioneiro, ele seja levado a  agir contra sua consciência para salvar sua vida; ou que seja drogado de maneira  intermitente; ou ainda que, embora tenha caído pessoalmente na heresia, conserve  toda a sua autoridade suprema.  

Em todos esses casos, a pedra fundamental da Igreja careceria da estabilidade  inabalável que garante a própria permanência da Igreja.  

Na segunda hipótese, há também uma subdivisão de opiniões. Alguns pensam que  J. B. Montini foi validamente eleito Papa, mas que, desde sua eleição, caiu  pessoalmente na heresia e, por esse próprio fato, deixou automaticamente de ser  Papa, perdendo todas as suas prerrogativas e poderes…  

Outros sustentam que a eleição de J. B. Montini foi inválida, porque essa eleição  estava viciada em sua raiz, seja porque ele estava fora da Igreja, seja por outros  motivos que o tornavam não apenas indigno, mas incapaz de ser validamente eleito.  O caso que estudamos é tão grave que, assim como seria temerário e escandaloso  emitir um juízo afirmativo sem fundamento sólido, também seria negar a priori,  sobretudo levando em consideração a situação atual do mundo e da Igreja, fechar  uma porta de grande importância para a investigação da verdade.  

A maneira dialética de agir de Paulo VI é conhecida demais para não exigir uma  investigação exaustiva sobre sua doutrina, antes e depois de sua eleição; sobre sua  pessoa, sua vida, suas relações, sua atividade reformadora, antes e depois do  Concílio…  

Se procuramos antecipar o julgamento da História, é porque nos encontramos em  uma crise cuja solução urgente e imperiosa implica e exige decifrar o enigma  inquietante do Papa Montini, para salvar nossa Fé Católica.  

Assim, é provável que as fotografias de Paulo VI com o peitoral judeu e o éfode do  sumo sacerdote levítico do judaísmo tenham nos fornecido a chave do enigma: ao  vermos esse sinal ritual impróprio sobre o peito do Papa e levando em conta a atual  subversão da Igreja; as infiltrações reconhecidas de judeus, maçons e comunistas no  clero, das quais se tem conhecimento, ainda que apenas parcialmente e não em toda  a sua amplitude e realidade; as relações secretas e públicas do Papa Montini com os  maiores inimigos da Igreja; ao estudar os avanços montinianos para reformar a Igreja,  destruir suas estruturas e chegar pouco a pouco a eliminar aquilo que é católico, para

nos assimilar às outras religiões; ao recordar suas visitas e discursos na ONU e em  Genebra, no Conselho Mundial de Igrejas; seu ecumenismo repetido, seu diálogo  humanista e a carência de espiritualidade sobrenatural, creio que temos o direito e  até mesmo o dever de fazer esta pergunta:  

J. B. Montini é um verdadeiro católico ou é um infiltrado, um judeu teleguiado  pela máfia?”  

A LÚCIDA REMONTADA ÀS CAUSAS OCULTAS  

Diante de tal grau de suspeita, já há uma quase evidência de que Paulo VI não é um  Papa legítimo, mas um antipapa, um judeu preparado pela máfia para ascender ao  topo por meios inconfessáveis, empregados com tempo, dinheiro e uma indiscutível  habilidade, por aqueles que sempre buscaram dominar o mundo... preparação  indispensável para o estabelecimento da dominação mundial do judaísmo…  

O judaísmo proclamou, por meio de seu messianismo materialista — que não seria  outra coisa senão a implantação de um governo mundial — que eles dirigiriam e nós  seríamos seus escravos. Sua experiência sabia que o muro intransponível para a  realização dessa conquista suprema de seu programa era o muro religioso e,  particularmente, a muralha da Igreja Católica.  

Além disso, a calúnia, os aprisionamentos e até mesmo a morte não foram suficientes  para abalar a Fé; pelo contrário, serviram para fortalecê-la. Não lhes restava, portanto,  senão o meio da INFILTRAÇÃO, tão bem conhecido por eles, para destruir a Igreja  de Cristo a partir de dentro.  

O caso de Anacleto II (antipapa de origem judaica) teria se renovado: as infiltrações  denunciadas por São Pio X teriam invadido a hierarquia e penetrado até a Sé de  Pedro.  

Para um governo mundial, seria imperioso estabelecer uma religião igualmente  mundial: a religião da fraternidade universal, do "ecumenismo", do diálogo; uma  espécie de sincretismo religioso, no qual os dogmas são silenciados e eliminados, os  ritos transformados, os costumes corrompidos e a disciplina suprimida — excetuando

se as ofensas dirigidas apenas contra os chamados reacionários —, de modo que  todas as religiões se fundam em uma única Religião, base e complemento do  Governo Mundial.  

[Notemos a surpreendente lucidez do Pe. Sáenz, que não viu o Panteão de Assis e,  por contraste, a espantosa cegueira daqueles que o viram e ainda assim não  compreenderam, ou não quiseram refletir e compreender!]

E que maneira mais inteligente haveria, para realizar esse programa, do que reunir  um Concílio no qual os prelados, habilmente guiados pelo Papa Montini, decretaram  o “ecumenismo”, o aggiornamento, a liberdade religiosa, a reforma total da liturgia, da  moral, da disciplina, do direito e dos próprios dogmas?  

Mas tudo isso deveria ser feito com habilidade, com dialética, com uma hábil  duplicidade... Daí, nesse abalo das massas, as lavagens cerebrais, a multiplicação  dos organismos... as constantes reuniões de clérigos e leigos para doutrinar esses  neófitos da nova religião... a terminologia pós-conciliar... meios muito aptos para gerar  a confusão necessária, a eliminação dos antigos preconceitos e crenças, dos  escrúpulos de consciência que só poderiam surgir com a implantação da nova  religião, a religião da fraternidade universal.  

Tudo isso só poderia ser possível colocando o poder da Igreja em mãos  absolutamente seguras para a “máfia”.  

O judaísmo assim jogou sua carta decisiva e, para realizar sua ambição, colocou em  jogo todos os seus recursos. Era necessário infiltrar o Vaticano.  Muitos pensam que o Papa Montini, com todas as suas fraquezas, suas oscilações,  sua maneira equívoca de contradizer por seus atos aquilo que afirmou em palavras,  com seu constante duplo jogo, com suas amizades e relações com os inimigos da  Igreja, é, apesar de tudo, um Papa legítimo e que, contudo, por causa de suas  heresias e de suas faltas aos seus deveres mais graves, seria necessário depô-lo.  Mesmo que todos estes considerem corretamente que o futuro Papa poderá ser um  falso Papa, um antipapa, aqueles que pensam assim insistem em manter a  legitimidade do Pontífice atual. Eles se assustam diante da ideia de que possamos  ter um antipapa na Igreja, contrariamente ao que a história e a teologia mais sólida  nos ensinam.  

Entretanto, com a denúncia do uso do ÉFODE, que vemos quase habitualmente nas  fotografias de Paulo VI, chegamos a considerar como possível a suspeita que vários  já possuem: que J. B. Montini foi elevado invalidamente ao Pontificado e que, por  esse próprio fato, nunca foi um verdadeiro Papa.  

Com esse insígnia ritual, judaica e maçônica, pode-se supor que Paulo VI seja não  apenas um instrumento muito eficaz da máfia judaica, mas também um membro  dessa máfia; e que, por essa razão, ele porta sobre seu peito, junto à Cruz peitoral e  ao Anel do Pescador, o Peitoral judaico e o Éfode do Sumo Sacerdote Levítico,  descendente de Caifás.” Fim da citação.  

O Pe. Sáenz y Arriaga expõe em seguida o significado do símbolo judaico e maçônico  do Peitoral judaico e do Éfode, também adotado pelos franco-maçons², citando a Enciclopédia da Franco-Maçonaria, publicada em San Antonio, Texas, por Albert  

Gallatin Mackey, MD 33º, autor do Léxico da Franco-Maçonaria.  Após essa citação explicativa bastante longa, eis, para concluir por enquanto com La  nueva iglesia montiniana, alguns trechos do comentário que o Pe. Sáenz faz a  respeito:

“Ao ver, portanto, esse estranho amuleto sobre o peito do atual Pontífice, creio que  podemos supor, sem temeridade, a influência judaica, a influência maçônica ou as  duas influências combinadas e unidas em Paulo VI, pelo fato de que esse insígnia foi  utilizada somente ou pelo Sumo Sacerdote levítico ou pelo Sumo Sacerdote  maçônico.  

Nossa suspeita aumenta ainda mais quando percebemos que nenhum Papa anterior  jamais havia usado essa joia sobre o peito. Paulo VI sabe muito bem o que significam  esse Peitoral judaico e esse Éfode; ele sabe qual é sua origem...; ele não ignora que  os maçons também os utilizam como uma distinção própria daquele que eles chamam  de Sumo Sacerdote.  

Aquele que abandonou a tiara pontifícia, para que fosse vendida em leilão em Nova  York... agora não tem nenhum escrúpulo em usar tal amuleto de grande valor  comercial e apresentar-se assim, diante dos iniciados, não como sucessor de Pedro  e Vigário de Cristo, mas como Sumo Sacerdote levítico, sucessor e representante de  Caifás...  

A Cruz peitoral do Papa é incompatível com o estranho uso do amuleto da Antiga  Aliança. Paulo VI, ao utilizar a insígnia ritual do Sumo Sacerdote levítico, procura nos  significar que ele não aceita que a realidade tenha substituído a imagem, a figura e a  promessa feita por Deus.³  

Com o Peitoral judaico e o Éfode, unidos à Cruz de Cristo, o Papa Montini nos dá a  impressão de que procura unir Cristo e o Anticristo. É próprio do Anjo maligno, diz  Santo Inácio (seguindo São Paulo), assumir a aparência de um “Anjo de luz”.  

Além disso, convém observar que a citação que fizemos da Enciclopédia da Franco Maçonaria demonstrou os vínculos que existem entre a máfia judaica e as lojas  maçônicas. O judaísmo teria dado origem à maçonaria para servir-se dela como um  instrumento muito poderoso em sua obra satânica de destruir Cristo e Sua Igreja.  

O Papa Montini, ao utilizar o Peitoral judaico e o Éfode, nos dá a entender que é um  instrumento dócil, simpatizante e amigo, ao mesmo tempo, do judaísmo e da  maçonaria.  

Essas coincidências poderiam assim nos demonstrar que J. B. Montini, judeu por  ascendência familiar, teria sido o instrumento preparado pela máfia para infiltrar a  Igreja e dominá-la.  

O Santo Cura d’Ars escrevia: “Não podemos considerar a conduta dos judeus sem  ficarmos profundamente aflitos, povo outrora predestinado por Deus, mas que, por causa de suas iniquidades, transformou-se em inimigo permanente de Deus e de  Cristo.”  

Quais são os antecedentes da família Montini? No Livro de Ouro da Nobreza Italiana,  em sua edição de 1962-1964, na página 994, encontra-se pela primeira vez: “Montini,  ramo da família de Brescia que reconhece como seu fundador Bartolomeu de  Benedictis, de origem hebraica”.  

A isso acrescenta-se que, há cerca de três anos, um sacerdote italiano (Dom Luigi  Villa) publicou um livro sobre diversos tipos de escândalos conciliares, contendo,  entre outras coisas, fotografias do jazigo no qual está enterrada, entre outros, a mãe  de Montini, nascida Alghiesi, onde se encontram gravados múltiplos sinais  maçônicos.  

Isso provocou um verdadeiro desfile de curiosos, jornalistas e fotógrafos no cemitério  de Brescia, até que a família mandou cercar esse jazigo com muros e uma porta de  entrada.  

Tradução: Gustavo Maurice Pinay


¹ - Observação: A afirmação acima não significa que o Padre Sáenz y Arriaga jamais tenha tido contato com Écone ou com o  Arcebispo Francês. Pelo contrário, ele frequentou Écone entre 1970 e visitava sacerdotes franceses, como o Pe. Barbara, com  quem manteve grande amizade. À época, Dom Lefebvre ainda permitia a discussão sobre o sedevacantismo em seus  seminários, e muitos tradicionalistas viam nele a principal esperança para enfrentar a crise da Igreja. Esse quadro, porém, mudou  a partir de 1980, quando o Arcebispo começou a defender a Igreja Conciliar e buscar colaborações com ela, como se evidencia  em sua visita ao México, em 1981, quando criticou diretamente o Padre Sáenz y Arriaga, já falecido, além da recepção  desfavorável que recebeu dos sedevacantistas mexicanos, que colavam na porta de suas capelas: “Proibido para Lefebvre e  Méndez Arceo. Esta é uma Igreja Católica”  

² O Éfode era um costume egípcio. Tratava-se de uma faixa ricamente bordada, que partia do pescoço, descia até o peito e  retornava depois pela parte de trás; servia para cingir a veste. O Éfode aproximava-se na parte dianteira por meio de dois fechos,  nos quais era colocada uma pedra preciosa em cada um; sobre cada pedra estavam gravados os nomes de seis tribos. Sobre  o Éfode era colocado o Peitoral, que também era bordado e enriquecido com doze pedras preciosas, sobre cada uma das quais  estava gravado o nome de uma tribo. Uma pequena lâmina de ouro coroava as pedras preciosas com a divisa: “Doutrina e  Verdade”. O Éfode fechava-se por quatro pequenas correntes de ouro, das quais duas passavam ao redor do pescoço e duas  apertavam o peito. O Peitoral continha os sinais simbólicos e hieroglíficos do Urim e do Tumim: Verdade e Justiça.  

³ Este é o primeiro antipapa no sentido que lhe dá Elia Benamozegh.